Melhores Comunidades

A integração e justiça social e territorial estão dependentes, em parte, da transformação do meio ambiente das áreas urbanas. Numa política de maior coesão e coerência da ecologia urbana, a bicicleta e os transportes públicos são dois actores de um urbanismo de proximidade, ou seja, permitem uma acessibilidade sustentável da rua e do lugar com baixo custo social, ambiental e energético. Há espaço público a ser transformado para o peão, para as bicicletas e os transportes colectivos, há comunidades urbanas a construir com maior justiça social e territorial. Por isto, os projectos de acessibilidade, dos PDU, em modos alternativos incluem orientações estratégicas e operacionais para que o desenho da cidade respeite a escala humana e diminua as deslocações motorizadas em automóvel, como é recomendado na Carta de Äalborg e de Barcelona.

O que acontece quando se torna uma rua ou cidades pedonáveis/cicláveis? Alguns exemplos estão já a acontecer e gostaríamos de os ouvir neste Congresso. Num ambiente urbano mais seguro, em que as pessoas não estão presas dentro dos seus automóveis, mas deslocam-se em modos suaves, vêem-se mais pessoas a circular na rua, que podem com facilidade parar de repente para entrar numa loja. Nestas comunidades de proximidade, existe um maior comércio local. As pessoas adotam estilos de vida mais ativos, tornando-se por isso mais saudáveis. É o caso das crianças, que em vez de ficarem retidas nas suas casas rodeadas de tecnologia, saem para a rua e ganham uma maior autonomia em relação aos adultos. Este factor acontece por haver menor insegurança rodoviária, e as pessoas perdem o medo dos acidentes com automóveis. Os idosos sentem-se também mais seguros. Ou seja, o ambiente geral é mais humano e inclusivo. Melhores comunidades são zonas feitas à escala humana.

Os casos de estudo identificam a maior exigência do planeamento e governo urbano darem prioridade à caracterização e análise das condições de acessibilidade para a promoção dos modos alternativos na cidade – PDU e PDM, Esquemas de Ordenamento da Circulação e de Estacionamento; Consulta Pública e Democracia na elaboração dos Projectos; Visão Zero nas Universidades e Escolas; Ergonomia do espaço das Praças, Ruas e Ecologia de Bairros. Apela-se, portanto, à apresentação de comunicações sobre propostas com incidência na actual Organização Institucional, como por exemplo, poder fazer evoluir as leis de acessibilidade aos estabelecimentos de ensino superior; à reorganização do espaço ou ainda à transposição das recomendações da OMS.

O XVI Congresso Ibérico saúda todos os programas de acessibilidade sociável e inclusiva, cuja integração da bicicleta, permitem reforçar o direito à cidade. Menos carros na Via Pública, Mais Pessoas na Cidade.  Nesta perspectiva, sugerem-se comunicações sobre:

 

  1. Mobilidade em bicicleta e inclusão social
  2. Cidades/ruas sem automóveis
  3. A bicicleta e a Universidade
  4. A bicicleta e a Escola

Consulte as Conclusões Finais do XVI Congresso Ibérico "A Bicicleta e a Cidade": Para além da mobilidade

Datas Importantes:

Submissão de Apresentações - Call for Papers:
31 de Março

Notificação de Aceitação de Propostas:
15 de Abril

Congresso:
2, 3 e 4 de Maio